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30.10.20 | Ed. 627 | 2021 DEVERÁ SER PROMISSOR PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL


2021 DEVERÁ SER PROMISSOR PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL


O Conselho Superior da Indústria da Construção – CONSIC/FIESP reuniu (on-line) com Alexandre Martins Cordeiro, superintendente nacional de Habitação Pessoa Jurídica (Suhaj) da CEF.

José Carlos de Oliveira Lima, Vice-Presidente da FIESP, Presidente do CONSIC/FIESP e Presidente dos Conselhos Deliberativos do SINAPROCIM/SINPROCIM (sindicatos nacional e estadual da indústria de produtos de cimento), deu início à reunião do CONSIC dessa quinta-feira (29/10) e aproveitou para dar as boas vindas aos convidados e registrar um importante recado a respeito da Lei n.º 17.923/20 (que estabelece medidas voltadas ao ajuste fiscal e ao equilíbrio de contas públicas), decorrente do Projeto de Lei apresentado pelo governo estadual:

“Não podemos concordar com essa legislação que veio majorar o ICMS para todo Estado de São Paulo, porque isso vem prejudicar veementemente as Habitações de Interesses Social. Além de majorar os custos em vários setores, também incentiva a sonegação e promove o desemprego, justamente no setor da construção, que é um dos grandes geradores de postos de trabalho. O aumento da tributação dos produtos da cesta básica dos materiais da construção irá gerar mais informalidade, irá prejudicar a qualidade dos produtos e irá ampliar o número das habitações irregulares e insalubres. Uma Lei pontual, criada há mais de vinte anos, que propiciou melhorias à economia e à geração de empregos, não pode ser modificada por um simples decreto, para dar “um cheque em branco” para o governador resolver seus problemas de ajuste fiscal. A cesta básica dos materiais da construção é composta por itens vitais às vidas dos Brasileiros e não podemos deixar isso acontecer! Vamos defender todos juntos, arduamente, a nossa constituição, visando preservar o desenvolvimento das habitações, do emprego e da nossa economia.”

 

 

Em seguida, Manuel Rossitto, Vice-Presidente do CONSIC, deu continuidade à reunião e informou que alguns setores da construção apontam que o mercado está aquecido e que 2021 pode ser um ano promissor ao setor, apesar dos impactos econômicos causados pela pandemia. Em seguida, passou a palavra aos convidados.

Na opinião de Alexandre Martins Cordeiro, superintendente nacional de Habitação Pessoa Jurídica (Suhaj) da Caixa Econômica Federal (CEF), em concordância com Manuel Rossitto, é preciso valorizar o segmento de crédito imobiliário e de construção civil.

 

 

A carteira da habitação da Caixa Econômica Federal alcançou, em outubro, a marca de R$ 500 bilhões de crédito imobiliário, abrigando 5 milhões e 600 mil contratos de famílias, com financiamento ativo neste momento. E, ainda, 5 mil e 500 empreendimentos em produção, o que se traduz em 723 milhões de unidades.

Para Cordeiro, esses dados recentes da carteira da CEF são importantíssimos para todo o segmento da construção civil, pois promove a geração de emprego e renda, além de movimentar a economia como um todo. Hoje, o market share da CEF está próximo dos 70% do mercado imobiliário.

Em janeiro de 2019 participava de um quarto do mercado SBPE (contratações/poupança) e, em junho deste ano, no auge da pandemia, superou os 50%. “O que significa que contratamos mais em julho e agosto. O mercado voltou a crescer, e 2021 deverá ser pujante com a oferta de financiamento, com as pessoas tendo poder de compra, e os empresários lançando novos empreendimentos”, avaliou.

Em relação às contratações com recursos do Fundo de Garantia (FGTS), a CEF foi o principal agente financeiro na execução do orçamento destinado à habitação, cuja participação alcançou 97,4% na contratação de 2020, ou seja, quase 100% do mercado popular de habitação é operado hoje pela Caixa Econômica Federal.

O peso do Custo Brasil 

Outro tema tratado no debate on-line, o Custo Brasil, esteve a cargo de Jorge Lima, Ceo do Projeto de Redução do Custo Brasil da subsecretaria de Ambiente de Negócios e Competitividade do Ministério da Economia. “Nós não conhecemos o governo e o governo não nos conhece”, afirmou.

Reforçou a importância e a urgência da Reforma Administrativa e Tributária e pediu a contínua e direta colaboração do setor produtivo, tanto nas reformas quanto no Projeto de Redução do Custo Brasil e na Medida Provisória que o Ministério da Economia está preparando para incentivar a construção no Brasil.

 


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30.10.20

ID: 103020

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