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Oliveira Lima representou o setor em Brasília


 

Oliveira Lima representou o setor em Brasília


Michel Temer recebeu agenda econômica com medidas urgentes para a retomada da economia.

José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da FIESP, presidente do CONSIC (Conselho Superior da Indústria da Construção) e presidente dos conselhos deliberativos do Sinaprocim/Sinprocim, esteve na manhã de ontem (12 de Setembro), em Brasília, junto com Paulo Skaf, presidente da FIESP, para entregar a Michel Temer documento com propostas de medidas emergenciais visando à retomada da economia e à geração de empregos.Com o pedido de “Emprego para 13 milhões de brasileiros” na forma de anúncio publicado nos principais jornais do país, estavam presentes também cinco centrais sindicais, entidades que representam 2 milhões de empresas, além de representantes de vários setores produtivos.

“O que nos une aqui hoje é o emprego, a necessidade de resolver o problema dos 13 milhões de desempregados, porque não há nada pior para um país do que o desemprego”, disse Skaf na abertura com o presidente Temer e vários de seus ministros. Segundo Skaf, esta é uma pauta de curto prazo.

Foto: Divulgação FIESP

Destacou a questão do crédito. “O BNDES recebe todo ano R$ 80 bilhões de repasse, e esse dinheiro não está sendo aplicado num momento em que precisamos de recursos. O banco deveria aplicar o máximo, mas tem essa dificuldade. O BNDES é um banco de atacado, e se não houver boa vontade dos agentes financeiros fica tudo engessado, quando as empresas, principalmente as médias, precisam de crédito nesse momento”, disse.

O presidente da Fiesp também citou o parcelamento dos débitos fiscais, lembrando as centenas de empresas endividadas no rastro da crise econômica do país. Uma empresa estar endividada não é coisa do outro mundo, disse, emendando que para sobreviver no entanto ela precisa de Refis. “Alguém acha correto pagar 15%?, questionou o presidente da Fiesp.

A retomada das obras públicas inacabadas também foi incluída nas propostas entregues ao governo. Skaf falou de milhares de obras paradas, verdadeiros esqueletos da construção civil, que enquanto se deterioram tiram a oportunidade de emprego de milhares de brasileiros. “Bastava tocar as obras que já existem”, disse, reforçando que muitas não dependem só do governo federal, mas destacando que o apoio do governo é fundamental para que elas sejam destravadas. “Hoje, aqui, não há divergência, há, sim, total convergência, nossa pauta é de convergência em prol dos milhões de pessoas que querem trabalhar, que precisam trabalhar e, portanto, buscamos a união da indústria, das centrais sindicais ”, destacou Skaf.

Paulinho da Força Sindical lembrou que a pauta de sugestões é resultado de discussões com o setor patronal para que se tenha uma pauta única, de forma a tirar o país da atual situação. “O Brasil vem encontrando seu caminho, mas é preciso mais”, disse. “Passamos pela maior crise econômica, uma crise sem precedentes, em especial nos últimos dois anos que deixou milhares de desempregados, lojas fechadas e empresas quebradas”, completou. Assim como o presidente da Fiesp, Paulinho citou o problema do crédito.

Foto: André de Oliveira / Fotos Públicas (12/09/2017)

“Lá atrás havia mais facilidade de se tomar crédito, as pessoas compravam a prazo, trocavam seus carros, e é preciso retomar isso.” Não esqueceu dos juros, dizendo que o governo precisa reduzir mais as taxas. Chamou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, presente no encontro com Temer, a intervir no que considera juros absurdos cobrados nos cartões de crédito e no cheque especial, falando que é preciso “enquadrar o sistema financeiro”.

Foto: Marcos Corrêa – PR / Fotos Públicas (12/09/2017)

O ex-ministro da Agricultura e professor da FGV Roberto Rodrigues, membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, lembrou o excelente resultado do agronegócio, com safras recordes e exportações em alta, ressaltando no entanto que tudo isso é possível graças às indústrias e setores do mundo urbano, onde são produzidas máquinas e equipamentos do agronegócio, assim como onde estão as empresas que compram a produção, ratificando com isso a importância das sugestões levadas ao governo para a retomada da economia e geração de empregos. E pediu que o governo “não mate a galinha dos ovos de ouro” com tributos excessivos.

Ratificaram o pedido de mais emprego, crédito mais barato e retomada das obras paradas na construção civil os presidentes da Nova Central, José Calixto, da Central dos Trabalhadores do Brasil, Adilson Araújo, da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, e da Central Nacional dos Sindicatos Brasileiros, Antônio Neto, ao lado do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Fernando Pimentel, e de Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privado. “Este é um momento histórico, e a indústria está preparada para a retomada do crescimento, mas precisamos de uma agenda de desburocratização”, ressaltou Fernando Pimentel, da Abit.

Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores do Brasil, lembrou, por meio da matemática, o impacto do desemprego. “Hoje, são cerca de 14 milhões de desempregados, e se considerarmos que cada um desses que estão fora do mercado formal tem sob sua responsabilidade mais três pessoas teremos 53 milhões de brasileiros que não recebem nenhum salário”, disse.

Foto: Isac Nóbrega – PR / Fotos Públicas (12/09/2017)

Após receber o documento do grupo, o presidente Michel Temer falou da ideia de criar uma comissão para analisar as propostas apresentadas, sugerindo a possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o do Senado, Eunicio Oliveira, indicarem, cada um, um interlocutor para avaliar as propostas em conjunto com o setor industrial e as centrais sindicais.

Ao final, durante entrevista coletiva, Skaf fez questão de ressaltar que a agenda apresentada ali hoje é econômica, com o objetivo de tratar o problema do desemprego. “Queremos que o governo tome providências urgentes, queremos dar oportunidade de emprego a todos os brasileiros, dar oportunidade do empreendedorismo, não apenas para os que estão fora do mercado, mas aos milhares de jovens que entram no mercado de trabalho todos os anos”, disse Skaf.

[Fonte: Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp]


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14.09.17

ID: 091417

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