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Série sobre aumento da competitividade do setor da construção tem participação de representantes da Protendit e de Furnas


 

Série sobre aumento da competitividade do setor da construção tem participação de representantes da Protendit e de Furnas


No terceiro debate da série sobre aumento de competitividade do setor de construção promovida pelo Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), durante reunião conduzida por seu vice-presidente Manuel Rossitto, o tema foi “Desafios e Oportunidades para destravar o investimento da cadeia produtiva da construção nos segmentos de Pré-moldados e Energia Elétrica”. Rossitto explicou que o presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, havia ido a Brasília com o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, para reunião sobre criação de empregos com o presidente Michel Temer.

Rossitto fez um apanhado das discussões anteriores da série, com apresentações do senador da Itália Fausto Longo e de Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.
“Por que parou a indústria da construção?”, perguntou Rossitto. A resposta não é óbvia, disse, e o grande desafio é reagir a essa situação. Ele defendeu a ampliação do debate e sua difusão, pelas entidades participantes do Consic.

Na abertura da reunião, Rossitto também relatou a reunião do dia anterior do Deconcic, em que foi discutido o travamento do investimento em obras pelo governo federal e pelo governo paulista.

Alexandre Luiz Vasconcellos, presidente da Protendit e conselheiro do Consic, fez a apresentação “60 anos da Protendit e seus desafios”. A Protendit, explicou, foi fundada oficialmente em 1958 (mas já atuava em 1957) por um grupo de professores da Poli-USP, para fabricar vigas protendidas para pontes. Tem fábricas em São Paulo, São José do Rio Preto e Potirendaba (a ser inaugurada em dezembro).

O potencial de crescimento para as estruturas pré-fabricadas no Brasil, é grande, disse, inclusive porque ele ainda é muito pequeno. Indústrias, com 19,9%, lideram os destinos de vendas de pré-fabricados de concreto no Brasil. Habitação responde por apenas 4,7%, o que é uma migalha em comparação com o que ocorre na Europa, afirmou Vasconcellos.

De 2014 para 2015, houve no segmento de protendidos migração de empresas com maior capacidade para menor capacidade. De 7,5%, passou a ser de apenas 2% a proporção de empresas com capacidade acima de 100,1 mil metros cúbicos. Houve fechamento de empresas e há muita ociosidade. Um resultado disso é a redução dos investimentos realizados, como indica estudo da FGV/Ibre. Mesmo assim, Vasconcellos ressaltou que ainda houve investimentos, o que mostra otimismo no setor.

A retomada vai acontecer, afirmou. “Não sabemos quando, mas vai. A história é cíclica.”

Estimativa da Protendit é que em 2017 as vendas de protendidos atinjam menos de R$ 2 bilhões (o pico ocorreu em 2013, com R$ 2,8 bilhões de protendidos). Houve um adiamento da perspectiva de recuperação. Mas, frisou, o setor é muito pequeno e só tem a crescer. O mercado para eles é de R$ 2,2 bilhões, contra R$ 5,2 bilhões das estruturas metálicas e R$ 15,4 bilhões da construção convencional.

“Acredito em toda a cadeia da construção civil industrializada efetivamente”, disse. O salto de produtividade será enorme quando ocorrer, defendeu.

Estudo da Abcic, usado por Vasconcellos em sua apresentação, mostra que é preciso buscar novas aplicações e novos usos, soluções mistas e híbridas com outros matérias e componentes e tomar o caminho seguido pelos europeus em edifícios comerciais e residenciais. Entre os gargalos sistêmicos estão o sistema tributário, que agrava os pré-moldados em relação aos moldados in loco, e a cultura da construção convencional, “que a indústria precisa mudar”.

Também é necessário consolidar e intensificar aplicações atuais, como shopping centers, galpões e infraestrutura. Também segundo a Abcic, é preciso fortalecer a fundação, fazer o setor ser percebido como atuante e comprometido com seu desenvolvimento, além de ressaltar sua qualidade e velocidade.

Segundo o presidente da Protendit, o setor está se preparando para poder atender à demanda quando houver a efetiva recuperação, mas não é possível saber quando isso vai acontecer. “Temos que ter insights, identificar essas variáveis de observação e nunca perder de vista que somos um país de excelentes oportunidades, com mais de 200 milhões de habitantes, praticamente autossuficiente.”

Vasconcellos destacou que a construção industrializada é uma das saídas para absorver a mão de obra das pessoas acima de 50 anos, que não conseguem emprego na construção convencional.

 

Energia

Claudio Danusio de Almeida Semprine, diretor de Gestão de Novos Negócios e de Participações de Furnas Centrais Elétricas S.A. e conselheiro do Consic, fez a apresentação “Setor Elétrico Brasileiro e Oportunidades”. A crise pegou forte no setor elétrico, disse, especialmente porque houve nele mudanças que afetaram o interesse de investidores, mas ele vê “grandes oportunidades de fortalecimento da indústria nacional” graças à expansão do setor elétrico.

O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2026), disse, sinaliza taxa de crescimento conservadora, com o acréscimo de 39,7 GW, com R$ 242 bilhões previstos somente na geração. E se o Brasil crescer, será preciso aumentar esse número. Há concentração em energia eólica, muito pouco em hidráulica, e a abertura de uma nova indústria, de alternativa para a Ponta.

Na expansão da transmissão o investimento previsto é de R$ 137 bilhões, para 67.000 km adicionais. Serão portanto quase R$ 400 bilhões, somando-se transmissão e geração. Um gargalo a ser removido, com o fortalecimento do marco regulatório, é a judicialização do setor, disse. Juros e política cambial elevam o custo e exigem constantes alterações dos contratos. Outro obstáculo está na carga tributária e em sua complexidade.

Em relação às licenças ambientais a proposta é priorizar o licenciamento de obras estruturantes, tanto federais quanto estaduais. Governança e gestão precisam de mudança de foco, atualmente fixado em fiscalização e controle.

O BNDES é o grande financiador do setor energético, mas o banco, disse, é lento no desembolso. Todos os projetos de Furnas têm agora previsão de demora de 2 anos para a entrada dos recursos, afirmou.

 

Números de Furnas

Semprine disse que a partir de 2005 Furnas começou a haver parcerias, dobrando sua capacidade. Hoje são 9,6 GW corporativos e 9,9 GW de SPE/parcerias, em operação ou construção.

O sistema de transmissão de Furnas é longuíssimo, destacou, comparável ao de toda a Europa. São 24.672 km em operação e 3.513 km em construção (dos quais 3.364 km em parceria).

[ Fonte: Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp ]

 


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14.09.17

ID: 091417

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